Volte aos treinos!

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Depois de um longo tempo parado retornar às atividades físicas pode ser difícil, mas não é impossível. Confira o que fazer para retomar a forma e voltar com tudo
 
Quem segue uma rotina de treinos pré-estabelecida regularmente já se acostumou com os exercícios, períodos de descanso e com a evolução gradativa do desempenho. Caso seja um atleta assíduo, que não deixa de treinar nem um dia, é provável que ele tenha plenos conhecimentos de suas capacidades aeróbicas e musculares. O problema é que até quem faz atividades físicas com a frequência correta, sem exagerar e com acompanhamento adequado, pode sofrer lesões. Isso é uma questão que anda lado a lado com a vida de qualquer atleta, e ele deve ter consciência de que algumas delas podem afastá-lo por um tempo dos esportes.
 
Ao passar por uma problema desses, é importante que não haja nenhum tipo de esforço extremo, para não piorar a situação. Por isso, esse deve ser um momento de repouso total, até que haja a recuperação completa.
 
No entanto, mesmo depois do período de recuperação, uma rotina de exercícios mais leve e direcionada ao fortalecimento dos músculos é adequada. Isso é o que recomenda Rogério Carvalho, personal trainer e preparador físico. “O atleta deve objetivar, num primeiro momento, fortalecer a região que foi lesionada, seja por meio de musculação, exercícios funcionais ou pilates. Esse fortalecimento deve ser feito de forma unilateral, pois o corpo tende a se proteger e sobrecarregar o lado que foi lesionado”, explica.
 
Ele também aponta a importância de um intervalo grande entre os treinos durante esse período. “O simples fato de o atleta ter um tempo de descanso ou uma pequena pausa entre cada série já minimiza a sobrecarga no sistema musculoesquelético. Por isso ele deve tentar intercalar um dia de treino e um dia de descanso até que o corpo se readapte.”
 
É comum também que após um longo período sem treinar, o atleta note certas perdas em seu desempenho e eficiência, “A pessoa sempre volta de lesões mais lento, mais fraco e, às vezes, mais pesado, devendo então ter bastante paciência e disciplina para retornar à forma física”, comenta Carvalho. Alguns fatores que explicam isso, segundo ele, são:
 
Gravidade da lesão: o tempo que o atleta permanece lesionado e também o local e o tipo da lesão podem influenciar na perda de desempenho.
 
Individualidade biológica: “Cada corpo responde de formas diferentes a uma determinada lesão, a um mesmo tipo de tratamento, e aos estímulos de treinamento. Isso reflete diretamente no desempenho e no retorno do atleta”, diz o preparador físico.
 
O personal trainer deixa claro também que é importante que haja um acompanhamento médico, pelo menos durante os primeiros dias de treino. “Isso irá depender da gravidade da lesão e da velocidade com que o atleta se recupera. Assim que o médico, com avaliações periódicas, verificar que a lesão está tratada já é possível abrir mão do acompanhamento. Contudo, deve-se ficar atento a todo e qualquer desconforto ou dor nas regiões afetadas.”
 
Não há como medir quanto tempo leva para que as condições do atleta voltem ao que eram antes da lesão, pois isso varia. “Cada caso deve ser analisado individualmente, e sempre com o trabalho multidisciplinar do médico, fisioterapeuta e treinador”, completa.
 
 
 
 

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