O que o Triathlon pode aprender com o UFC?

quarta-feira, 20 de maio de 2015

por Wagner Araújo


Muitos triatletas não gostam das lutas e combates do UFC, mas se olharmos além do preconceito (mesmo que você não goste de lutas), podemos aprender com o comportamento da organização.
Enquanto há evidências de que Lance Armstrong foi acobertado pela UCI durante anos e anos em um dos maiores escândalos de doping da história, o UFC publicou não somente um, mas dois teste positivos de seu atleta mais famoso: Anderson Silva. Como organização privada de um esporte não-olímpico, a UFC sequer é obrigada a realizar exames. No entanto, os testes são constantes. Mais importante, os resultados são publicados, doa a quem doer. Nada de esconder resultados até eventuais julgamentos ou simplesmente esconder da mídia, como no caso da Confederação Brasileira de Ciclismo

 
 
Mais recentemente, Jon Jones perdeu seu cinturão, que perdurava desde 2011, após se envolver em um polêmico acidente de trânsito. De acordo com testemunhas ele teria avançado um sinal vermelho, atingindo dois veículos, um deles com uma motorista grávida. Para complicar sua situação, Jones fugiu do local do acidente e a polícia encontrou um cachimbo para uso de drogas em seu veículo.
Mas, por que o UFC suspendeu o atleta? Porque no código anti-doping da WADA também é considerada violação qualquer atitude que manche a imagem do esporte ou ainda que coloque outros atletas em risco. Esse código de conduta é seguido pela organização. Enquanto isso, nos Jogos Militares de 2011, no Rio, houve dois casos de doping, nenhum deles divulgado (veja aqui).
Tendemos a pensar que lutadores do UFC são marginais gigantes dopados, mas a realidade é que eles tratam a questão do doping e do comportamento do atleta de forma muito séria. Os esportes mais próximos a nós, especialmente os olímpicos, precisam aprender com esse exemplo. Derrubar um ídolo por doping pode manchar a imagem do esporte por um período, mas acobertar e tolerar o doping por muito tempo pode manchar um esporte para toda a vida, como o caso do ciclismo.
O Triathlon, como um dos esportes mais novos das Olimpíadas, precisa aprender a lição. Somente organizações fortes e independentes serão capazes de conter esse mal que bate à nossa porta, ou melhor, às nossas três portas.
Bons treinos (sempre limpos).

Fonte - www.mundotri.com.br
 

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