Emoções podem fazer você engordar

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Medo, insegurança, tristeza, angústia… Será que esses sentimentos realmente têm relação com o aumento de peso corporal? Descubra se a queda de motivação é razão que pode estar elevando o ponteiro da sua balança.



Auto-depreciação, pessimismo, estresse e queda da motivação. Esses sentimentos que têm contaminado de maneira exponencial grande parte da sociedade, segundo Cristiane Moraes Pertusi, Doutora em Psicologia do Desenvolvimento da USP, podem ser os geradores de problemas relacionado ao ponteiro da balança na vida de muitas pessoas atualmente.  “O corpo é o reflexo do que existe dentro do indivíduo e essa imagem está atrelada às emoções. O estado emocional da pessoa influencia tudo, inclusive a maneira como ela vê a comida”, revela.
Embora existam diversas informações sobre estilo de vida saudável e nutrição, o desequilíbrio emocional pode ter forte interferência na reação em relação a alimentação. “As pessoas estão cansadas de saber o que devem ou não comer para não engordar, mas o inconsciente grava emoções que levam a ingerir gordura, mesmo sem querer ou precisar. E o medo, a insegurança, a tristeza e a angústia, geram uma necessidade de proteção, onde o inconsciente entende que, com a ingestão de alimentos calóricos, haverá uma sensação de conforto. A comida vira então uma válvula de escape, transmitindo a ilusão de que, o mundo exterior encontra-se mais distante”, explica Cristiane que esclarece os problemas emocionais que desencadeiam transtornos para o aumento ou estagnação do peso e medidas corporais.




Emoções x emagrecimento


Compulsão Alimentar
Um dos mais fortes reflexos inerente ao desequilíbrio emocional.  Nesta situação, é comum que a pessoa passe a comer não por fome, mas em resposta a ansiedade. E, neste caso, não havendo um tratamento adequado, todos os esforços da pessoa para emagrecer poderá ser fatalmente inviabilizado.
 
Depressão
Afeta a pessoa como um todo. Pessoas que estão deprimidas podem ter alterações no comportamento alimentar (para mais ou para menos) o que poderá levá-las também ao aumento de peso. Portanto, se há queda da motivação para a dieta, auto-depreciação e pessimismo constante, é fundamental que a pessoa procure tratamento prioritariamente.
 
 
Ansiedade
Vilão número um das dietas alimentares. Apresenta-se em diversas formas (pânico, fobia social, ansiedade generalizada, estresse pós-traumático e fobias específicas). Pessoas tensas e excessivamente preocupadas,podem encontrar no alimento uma fuga para seus males e para um estado interno de desconforto. Dificuldades sexuais, conjugais ou afetivas também podem ter relação com este sentimento. E a gordura pode servir como “escudo” para evitar relacionamentos, não assumir a própria sexualidade ou mesmo como forma de “rebelião passiva” a situações conjugais conflituosas.
 
 
Estresse
É comprovado que o estresse tem influência sobre o peso corporal, seja pelo aumento do cortisol circulante ou pelo crescimento da quantidade de comida ingerida, que passa a atuar inadequadamente como um “mecanismo antiestresse”.
Este problema gera no indivíduo uma dificuldade de controle de impulsos e os torna mais vulneráveis a uma “sabotagem” em sua dieta. Problemas de relacionamento (familiar, sentimental e social – timidez excessiva, agressividade, baixa qualidade de vida social) podem levar a pessoa a atacar mais a geladeira e potencializando o transtorno emocional.
Em todos os casos, é de extrema importância atentar-se e investigar o que se esconde por trás do desequilíbrio emocional e corporal para que assim, sejam prescritos tratamentos por um profissional especializado de acordo com cada caso.
 
 
 

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