BRAZILIAN JIU JITSU: Pós 1950 – Pré 1993 (parte 1) - coluna BJJ Forum

terça-feira, 3 de março de 2015

O presente artigo, a ser publicado em 03 capítulos, pretende apresentar uma hipótese que justifique o porquê do Jiu Jitsu pós-1950,até então muito próximo do modelo trazido do Japão no início do Séc. XX, ter assumido a configuração atual. Longe de querer esgotar o tema, o autor pretende lançar um primeiro lume sobre como diferenças regionais e de objetivos possibilitaram a que se chegasse ao que hoje conhecemos como Brazilian Jiu Jitsu
1- Apresentação do Problema
Luta entre Carlson Gracie e Valdemar Santana.
Em se considerando as pesquisas mais atuais, sobre a história do Jiu Jitsu Brasileiro, alguns pontos são patentes:
A – Embora existam hipóteses que contestem, a assertiva mais aceita atualmente relata que nosso Jiu Jitsu tem sua origem no método Kano de Jiu Jitsu, ou Kodokan Judô.
B – Vários foram os expoentes que nos anos iniciais, espalharam o Jiu Jitsu pelo país, sendo os nomes mais importantes Esai Maeda, Irmãos Gracie, Irmãos Ono, Yano, Omori, Soishiro Satake, Barão de Loanzi, entre outros.
C – O Jiu Jitsu, até por volta de 1950, era muito próximo ao Judô Tradicional, inclusive com o uso das duas nomenclaturas por parte de muitos os expoentes.
D – Depois dos anos 1950, com o pós-guerra e a liberação do Japão, o Kodokan iniciou uma ofensiva com objetivos olímpicos e de consolidação do nome Judô.
Sabemos também que, para que haja toda essa transição e desenvolvimento na luta de solo – Característica mais marcante do “Brazilian Jiu Jitsu” -, é imprescindível que, em ambos os fundamentos, seja jogando por baixo ou por cima, os lutadores sejam habilidosos. Ora, a diferença em sendo muito grande para um dos lados, seja passando ou fazendo guarda, resulta em um combate que se finaliza rapidamente.
A questão que surge então é:
– Como chegamos ao que hoje se configura como Jiu Jitsu Brasileiro, com sua quase que exclusiva ênfase em luta no solo, com suas incríveis transições e movimentações entre o “guardeiro” e o “passador”?
Buscando apresentar uma hipótese que pudesse contextualizar as mudanças pós 1950 e pré 1993 – Ano do Boom do BJJ, com o UFC e Royce Gracie – empreendemos algumas entrevistas, dentro do grupo Judô Tradicional Goshinjitsukan, ambientado no Facebook.
Os trabalhos se iniciaram com a seguinte postagem:
“Me parece que o BJJ, como eu conheço, é fruto do que aconteceu no Rio de Janeiro pós 1967, influenciadíssimo pelo boom de 1993.

Mesmo assim, me parece também que isso é referente somente ao Rio de Janeiro. Pelo que tenho lido o Jiu Jitsu, até 1950, era uma coisa só no Brasil todo. Mas, posteriormente a esse período, as coisas ficaram diferentes. Pelo menos com relação a São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Nordeste.
Para quem assiste a este vídeo dos professores Moisés Muradi e Raul Viera e Souza, – https://www.youtube.com/watch?v=vZo_aA2x1vs
Fica patente a proximidade do Jiu Jitsu Paulista pré-1993, com o Judô antigo…E olha que o vídeo já de 1997, com influências do boom de 1993. Imaginem como era antes de 1990.
Acredito que houve esse hiato, em que cada local seguiu de maneira diferente, pós 1950, mas que só após 1993 – com destaque para o Primeiro Campeonato Mundial em 1996 -, o BJJ voltou a ter uma cosmovisão unificada.
Acredito ainda, que muito dos desacertos e confusões ideológicas e pessoais que temos entre as linhagens, Brasil afora, é fruto disso.
Então me surgiu a visão de que seria muito importante que o pessoal mais antigo – e quem tem contato com os mais antigos e das mais diversas regiões – , postasse uma breve descrição de como era o Jiu Jitsu em sua região, antes do boom de 1993.
Andei conversando com o Marcial Serrano – autor de várias obras polêmicas, como “O Livro Proibido do Jiu Jitsu” -, por exemplo, e ouvi que o Jiu Jitsu Paulista tinha mais ênfase no passador de guarda do que no guardeiro. Meio semelhante ao Sambo: Aplicar a queda, já caindo de guarda passada, buscando diretamente o domínio e a finalização.

Cheguei a ler pela internet, também, que em Minas Gerais pré 1993, por exemplo, valia atemi -golpes traumáticos – nas competições e por ai vai…
Acredito que seria mesmo de grande importância e valia, se pudessem postar essa descrição:
-Como era a progressão de faixas;
-Quanto tempo levava pra chegar a uma faixa preta;
-Qual era a ênfase técnica;
-Como era a regra de competição;

Meu muito obrigado ao pessoal que puder contribuir…Espero que a proposta tenha ficado clara.”

Obs: Todas as fotos que ilustram o presente artigo foram encontradas na internet, mediante mecanismo de busca. Os depoimentos foram dados em conversas via rede social com todos os envolvidos.

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