Empresa que leva professores de Jiu-Jitsu para Abu Dhabi é acusada de calúnia

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Fonte: Tatame 

“Você já pensou em morar em Abu Dhabi? Pois você que é professor ou professora de Jiu-Jitsu receberá um ótimo salário em dólares, plano de saúde extensivo à família, apartamento mobiliado sem despesas mensais de aluguel e condomínio, entre outros benefícios”. Tal propaganda, estampada no site da empresa Palms Sports, atraiu – e continua atraindo – centenas de professores de Jiu-Jitsu deslumbrados com uma carreira nos Emirados Árabes. Mas o sonho tem se tornado pesadelo para alguns.
Johann Luporini esteve em Abu Dhabi em setembro de 2014 para dar aulas de Jiu-Jitsu para recrutas das Forças Armadas. As condições prometidas pela empresa, no entanto, não chegaram nem perto da realidade.
“Eles estavam tratando os professores que nem bicho. Fiquei um mês e meio e não aceitei a forma como estavam tratando os professores, comecei a bater de frente com eles e voltei para o Brasil. Nosso projeto foi feito em cima da hora, estava completamente desorganizado. Ficamos no alojamento, junto com os militares. Saíamos para a base para dar aula às 3:30 da manhã e ficávamos até às 19:30 sem comida. Isso tudo, treinando em um campo de grama sintética no sol a pino. Muitos passavam mal, desmaiavam e, para qualquer reclamação, ouvíamos a mesma coisa: ‘Não está satisfeito, volte para o seu país’”, relembra.
As aulas de Jiu-Jitsu são dadas sob um gramado sintético no sol (Foto reprodução)
As aulas de Jiu-Jitsu são dadas sobre um gramado sintético no sol (Foto reprodução)
Johann acionou a empresa no Ministério do Trabalho dos Emirados Árabes – sob o protocolo 32052 -, mas, como voltou ao Brasil, não teve resposta sobre o andamento do processo.
“Um comentário que ouvi de um gringo lá de dentro do escritório que traduz o novo pensamento deles foi mais ou menos o seguinte: ‘A diretoria está vendo um pessoal com cara de pedreiro, que mal fala inglês e não sabe fazer uma planilha de excel ganhando bem demais em comparação com o que ganhariam no Brasil e, por isso, decidiram ver até onde podem reduzir os salários e benefícios’”, alega o faixa-preta.
Faixas-pretas fazem coro à acusação
Alojamento não tinha condições ideais de limpeza (Foto  reprodução)
Alojamento não tinha condições ideais de limpeza (Foto reprodução)
Outros professores de Jiu-Jitsu – que preferiram não ter os nomes citados devido ao vínculo ainda vigente com a empresa – procuraram a TATAME para reclamar do serviço realizado pela Palms Sports.
Eles acusam a empresa de propaganda enganosa e descaso. Um faixa-preta de São Paulo alega que foi informado através de um e-mail que o contrato com as condições oferecidas pela Palms Sports havia sido alterado – teve os valores diminuídos e os benefícios retirados. Isso tudo, dias antes de sua viagem para os Emirados Árabes.
Outro professor conta que fez o teste prático em um hotel do Rio de Janeiro e recebeu a informação de que seria contratado para trabalhar a partir de agosto. Ele demitiu-se do antigo emprego, recusou propostas para dar seminários internacionais e, até agora, não foi chamado pela Palms Sports e nem recebeu nenhum tipo de resposta da empresa.
A TATAME procurou a Palms Sports para ouvir uma resposta, mas a instituição não quis se pronunciar sobre o assunto.

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