Que vaca gostosa, que venha o título! (E veio: Gabriel Medina - 1o brasileiro campeão mundial de surf!!!!)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

 Ricardo Tatuí, em sua coluna no Be More, previu brasileiro ganhar histórico título mundial de surf!

(a matéria foi entregue ao Be More 4 dias antes do título mundial que Gabriel Medina, surfista brasileiro, ganhou no Havaí. Como a pauta estava para essa semana, só podemos acrescentar que o lendário surfista Ricardo Tatuí, mais uma vez foi visionário, prevendo o título do brasileiro - ainda bem né???)


Por Ricardo Tatuí


                     


Amigos, é com esse título que começo a minha matéria. Por que estou falando isso? Bem, no começo do ano quando dei uma entrevista para Fernando Gomes da Waves eu falei de maneira um pouco sem esperança nesses brasileiros que aí estão no WCT para vencer e conseguir o tão sonhado titulo mundial na primeira divisão; hoje mais de 6 meses passados eu vejo que isso pode se tornar realidade mais rápido que todos imaginam e podemos avaliar também que em um futuro bem próximo alguns surfistas gringos do world tour estarão cansados e a renovação será inevitável e com isso as chances dos brasileiros aumentam muito fora a performance extraordinária que todos estão fazendo.

Agora nesse momento que escrevo esta rolando o WCT Pipeline Master, a performance dos brasileiros esta absurda. Claro que nós brasileiros quase sempre somos melhores em beach break, isso está mudando bem rápido, ver resultados wt e free surf tahit 2011; assim posso concluir que virei uma vaca gigante no começo do ano e estou me retratando agora Vamos e podemos sonhar com esse titulo mundial, fora a novíssima geração que ainda vai despontar e dar o que falar no circuito mundial. 

O reflexo disso e ver a mídia internacional falar sem parar dos brasileiros, coisa que não acontecia na nossa época, até com Teco e Fabinho era bem raro, patrocínio então impossível, eu Ricardo Tatuí acredito que todos ainda podem melhorar um pouco, seja estilo, base um pouco aberta demais, comemoração na hora errada, escolha de prancha ideal tudo uma questão de amadurecimento e tempo de estrada, podemos sim ter um campeão dessa leva que está no wt basta acreditar e valorizar, dar mais destaque por ex o Mineirinho que ficou em primeiro no ranking e foi falado muito pouco, tinha que ter sido mais explorando e divulgado.

Bom, com esse relato, desculpo-me e escrevo sobre o fato na próxima matéria.

Vou escrever mais sobre a performance de cada um, e o importante é que acreditamos e queremos ver os brasileiros no topo.

Aloha e boas ondas. 

Ricardo Tatuí.

Torcendo pelo brasileiro:


E realmente, Gabriel Medina foi campeão!!!




OBS: Após 38 anos de surfe profissional, o Brasil conheceu nesta última sexta-feira o seu primeiro campeão mundial da elite do esporte, o WCT. Coube ao jovem Gabriel Medina, de apenas 20 anos, a glória de eternizar-se na história, na cultuada praia de Pipeline, no Havaí. Para assegurar a conquista do caneco mesmo sem estar na água, o paulista de São Sebastião, que havia se classificado às quartas de final com uma vitória emocionante, contou com a ajuda preciosa do argentino naturalizado brasileiro Alejo Muniz, que derrotou Mick Fanning por 6,53 a 2,44 na terceira bateria da quinta fase e foi às quartas de final, acabando com as chances de o australiano dono de três títulos mundiais ultrapassar os 60.000 pontos já garantidos do líder, Medina, na classificação do Circuito Mundial de Surfe. Terminar à frente de Mick ou chegar na final era tudo que Medina precisava para conquistar o histórico caneco na meca do surfe. Vale lembrar que Alejo já tinha dado uma grande ajuda ao despachar o mito americano Kelly Slater na terceira fase.

Ninguém foi mais competente e magistral do que Gabriel nesta temporada. Ele assombrou gigantes e lendas do esporte, ganhou toneladas de experiência, lidou com pressão, superou limites e venceu três importantes etapas (Gold Coast, Fiji e Teahupoo). Ainda aos 20 anos, aquele garoto travesso que apenas queria se divertir em Maresias, no litoral paulista, provou que pode sim ser considerado um fenômeno. Passou pelos últimos obstáculos no Havaí e escreveu o seu nome na história com o título inédito, igualando o recorde de Kelly Slater, que conquistou o primeiro de seus 11 canecos com a mesma idade do brasileiro. 

A bateria que poderia dar o título mundial a Gabriel Medina começou com o mar mexido e poucas ondas de alta qualidade. Número 29 do ranking mundial, Alejo Muniz se posicionou ao lado do vice-líder, Mick Fanning, para tentar dar o bote na hora certa e dropar uma boa onda. O tricampeão mundial saiu na frente com uma pequena nota 1,43 e o catarinense respondeu com um 1,03. Depois, nos outros primeiros 15 minutos de bateria, ambos não conseguiram encontrar boas ondas para aumentar os seus somatórios.
Na segunda metade de bateria, o marasmo do mar continuava atrapalhando os dois competidores. De um lado, Alejo lutava por ele, já que precisa de um grande resultado para continuar no WCT em 2015, e pela nação brasileira, que ele escolheu para defender. A vontade do argentino criado em Bombinhas (SC) prevaleceu e ele conseguiu surfar uma boa direita para Backdoor para tirar nota 5,50, somar 6,53 pontos e deixar Mick precisando de um 5,27 para virar a bateria e impedir que Medina fosse campeão mundial mesmo fora da água. Os minutos foram passando e nada de onda aparecer. Ótimo para Alejo, ótimo para Medina, ótimo para o Brasil! Acabou o tabu: um brasileiro é campeão mundial de surfe na elite do esporte.
Fonte: site Globo.com
Ricardo Tatuí é surfista profissional, micro empresário e morador da cidade de Niterói, que fica no Rio de Janeiro, Brasil. Esse atleta que surfa desde 1980, iniciou essa atividade esportiva na pedra do Itapuca, em Niterói. Tatuí foi campeão do WT, na França, foi o primeiro campeão de surf na Pororoca, campeão brasileiro amador e carioca, campeão carioca profissional, campeão Master 2010 carioca, Terceiro no ranking brasileiro Master 2010, campeão brasileiro 87 e vice Brasileiro pro 2002 e 2004. Também possui o Instituto Tatuí cujo objetivo é proporcionar às crianças e adolescentes a prática do surf como mecanismo de integração social. E agora colunista do blog site Be More que fala de esportes, saúde e bem estar.



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