Faixa preta: o que ela representa? – parte 1

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Coluna
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Por Hallan Alencar


faixa preta
Fizemos essa pergunta ao nosso time de foristas faixas pretas, as respostas foram espetaculares e você confere a seguir.

Carioca SBC

Não, não esperava receber a faixa naquela graduação, e quando recebi a notícia, confesso que desceram gotas de suor hétero do meu olho. Impossível não reagir de forma emocionada e sem embargar a voz, quando se recebe uma notícia dessas!
Foram quase 20 anos desde que iniciei no Jiu Jitsu, sendo destes 20, 8 parados em função de estudos, trabalho, casamento, filhos e etc.
Neste quase 20 anos defendi a bandeira do Jiu Jitsu contra a luta livre, quando ainda era um garoto de 17 anos, defendi a honra de nós brasileiros e também dos praticantes de Jiu Jitsu.
Fui um dos primeiros brasileiros a ensinar nossa arte marcial evoluída no Japão, terra dos criadores da primeira versão desta. Ganhei dinheiro, conheci integrantes da elite do MMA na época do Pride e tive contato muitíssimo próximo de alguns Gracies, sendo tradutor/motorista/guia turístico deles em vários momentos.
Vivi, lutei, venci, perdi, bati e apanhei; e mesmo quando fiquei afastado, não deixava de acompanhar o que acontecia no mundo dos “pescoçudos” ou “orelhas de repolho/couve-flor”.
Na minha assinatura tem a frase: “Você pode sair do Jiu Jitsu, mas o Jiu Jitsu não sai de você!”; e acho que a maioria esmagadora tem o mesmo sentimento.
Respondendo a minha própria pergunta, eu diria que hoje, de faixa preta na cintura sou infinitamente mais humilde do que quando era faixa marrom; até fico tímido quando chego no tatame e todos os menos graduados param para me cumprimentar; deixei de ser pedra e virei vidraça; mas eu diria que além da humildade que automaticamente nos incorpora, creio que a faixa preta representa maturidade, aquela sensação de querer cuidar dos menos graduados, seja ensinando, pegando leve em um treino ou se comportando como um exemplo a ser seguido, não como lutador, mas como pessoa.

Andrew JJ

A faixa preta me trouxe mais responsabilidade. Hoje tenho alunos, pessoas que olham pra mim almejando, um dia, chegar onde estou. Por isso, tomo muito cuidado com qualquer atitude que eu tenha no tatame e até fora dele, para que o exemplo seja sempre o melhor possível.

vagnerroberto

Eu só tenho a dizer que ralei muito para chegar onde estou hoje, e é muito bom quando vejo alunos meus olhando para a minha história de luta e superação, e usando como exemplo e motivo para alcançarem os seus propósitos!
jj4life
Pô bicho, é difícil falar… No meu caso, eu já tinha 4 anos de marrom, com 4 graus, eu tinha certeza que a faixa preta iria sair na graduação de final de ano. Mesmo assim, quando ouvi meu nome, porra cara, é foda. Não dá pra não chorar. É muito mais emocionante que uma graduação de faculdade, nem se compara! 13 anos de “sangue, suor e lágrimas”. Lesões, sacrifícios, campeonatos e amizade sincera.
Eu invejo (no bom sentido), quem vive do esporte, pois não tem tanta trairagem quanto no mercado de trabalho formal. Eu sinceramente, deveria ter investido nisso a alguns anos.

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