Muitas histórias em centenas de quilômetros

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Hoje vou começar contando um pouquinho da minha história.
Sou prova de que o esporte pode mudar positivamente a vida das pessoas.
Eu era sedentaria e fumante compulsiva e, como qualquer pessoa solteira na minha idade - 33 anos - tinha muitos amigos de balada.
Na ocasião uma amiga que havia começado a correr a cerca de um ano insistia incansavelmente em me levar pra esse mundo, mas minha resposta era sempre a mesma: dizia a ela que eu ainda não estava louca "como esse povo que acorda de madrugada no domingo para correr" - mal sabia que o destino me reservava ser tão insana quanto aos que eu julgava.
Esta amiga me disse que participaria de uma prova noturna na USP - Fila Night Run e que correria como "pipoca"* e que eu poderia acompanha-la como pipoca também.
Eu que não entendia muito como aquilo funcionava decidi acompanha-la.
Acho que fui com todos os preconceitos do mundo... Lembro que pedi a ela uma carona porque não tinha a menor ideia de como se chegar e transitar na USP.
Quando chegamos no local da prova fui surpreendida por uma atmosfera inebriante e mágica.
Costumo dizer para todas as pessoas a quem conto minha história que "o bichinho da corrida me picou" e foi ali, naquele dia.
Me senti bem logo de cara. As pessoas, o clima, o ambiente... Tudo conspirava para que eu me viciasse e nunca mais abandonasse o vício.


Lembro que tinha muitas barracas de assessorias esportivas que se instalam na prova para dar total apoio aos seus alunos e que as pessoas sorriam e tinham aspecto felizes e leves.
Quanto mais o tempo passava, mais ansiosa eu ficava, porque o momento da largada se aproximava e eu finalmente debutaria nas pistas.
Quando chegou o momento da largada pude perceber que as pessoas estavam "uniformizadas" com a camiseta da prova e que tinham números de peito presos por alfinetes.
Eu larguei junto da grande multidão, minha amiga correndo comigo e eu fui embalada por todo o clima e pessoas que ali estavam.




Para minha agradável e inimaginável surpresa, corri por 4 quilometros sem parar e andei / trotei o último.
Na ocasião jamais imaginei correr como corri - fumante, sedentária e nunca em toda minha vida havia corrido mais de 100 metros.
Naquele dia, eu pude sentir a tal da "endorfina" mas muito mais do que sentir a endorfina foi o sentimento de "superação dos meus limites"!
Esse sentimento é inexplicável.
Minha vida naquele momento mudaria.
A lição daquele dia que a corrida me deu foi que podemos tudo o que realmente queremos! Que a mente é quem comanda!
E desse dia então, eu nunca mais parei.
Ja são mais de cinco anos correndo, milhões de aprendizados, acontecimentos, dores, lágrimas, superações, amigos, histórias e dezenas de centenas de quilometros rodados.
Muitas histórias que vocês poderão acompanhar por aqui de perto.
Vocês irão entender como eu mudei minha vida positivamente, a importância das pessoas que entraram nela e o quanto eu sou mais feliz hoje.
E eu realmente espero poder inspirar cada um de vocês leitores com minhas histórias e superações.
Hoje, neste post inicial do meu diário, quero deixar meu eterno agradecimento em público para a pessoa que não desistiu de mim: minha amiga querida a quem tenho uma consideração enorme: Ingrid Sass, hoje mãe da linda e doce Sofia.
A você In, meu muito obrigado!!


Até!!!

Jacque











Essa é a Sofia recém nascida!!

*Pipoca é o termo usado para as pessoas que correm sem inscrição e não recebem o kit da prova.

Um comentário :

  1. Adorei!
    Esse bichinho precisa me morder novamente!
    Eu não consigo largar a Sofia!

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